quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Meu tipo inesquecivel 3

Seu Preá em 1945 aos 18 anos
O preá (Cavia aperea) é um roedor de ampla distribuição na América do Sul, do gênero Cavia, família dos caviídeos. Mede cerca de 25 cm de comprimento. ...

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Meu tipo inesquecivel 3

"SEU PREÁ"

Seu Preá, numa noite de muita sorte, pescou cinco mil quilos de camarão no Saco da Mangueira. Precisou de vários caminhões e carroças para carregar a pescaria para os frigoríficos, detalhe, tudo isso com um botezinho feito no fundo do quintal, uma rede artesanal e a remo, como isso foi possível?
Certa noite de temporal ele deu uma carona para um sujeito atravessar o canal. Com uma capa preta, cartola e um sorriso muito esquisito, o cara lhe agradeceu com um vidrinho que continha um liquido com um cheiro estranho.

-Quando for pescar pingue somente uma gotinha no mar. Dizendo isso, sumiu na noite e nunca mais foi visto.

Paciência nunca foi o forte de Preá, jogou o liquido com vidro e tudo na água, e deu no que deu.
Porém a mais fantástica produção da imaginação do Preá foi a pesca de um submarino alemão na boca da barra, lutou a noite inteira, só de manhãzinha conseguiu  puxar o bichão, como ele dizia, pra cima. O feito deixou os Alemães de boca aberta, então, convidaram-no para ir a Berlin mostrar sua técnica ao fuhrer, o que ele fez contrariado. Lá chegando deu muitos conselhos a Hitler. Felizmente por aqueles dias acabou a guerra.
Alguns dias antes de morrer veio a derradeira...
-Estava numa tarde de domingo, na praia do Cassino, boiando em cima de uma câmara de ar de pneu, quando peguei no sono. Quando acordei estava na costa de Bagé.
–Mas Bagé não tem mar... Alguém retrucou.
–Não tem, agora naquele tempo tinha.                                       

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Anos oitenta - Alguns resquícios



Seu vestido vermelho brilhante com um decote generoso oferecia uma panorâmica no mínimo curiosa. Talvez uma planície árida e pedregosa. Imaginei-a nua, visualizei sua tetas murchas com os bicos apontando para os pés. Sacudi a cabeça e olhei para o céu querendo apagar a estúpida imaginação.
-Tens fogo? Me perguntou.
-Não, eu não fumo.
O cigarro tem isso de bom, apesar do câncer, ele sociabiliza pessoas. Meu ônibus chegou eu entrei e sentei num banco ao lado da janela, ela ainda estava ali no abrigo, abordando outro cara. O carro arrancou, olhei para traz e vi a silhueta do enorme estádio da Beira Rio, agora emoldurando a franzina e singular figura de mulher.  Foi a última vez que vi em pessoa “Terezinha Morango”

A moça esqueceu do blazer

segunda-feira, 18 de abril de 2011

CURVAS
Gosto de curvas.
Linhas retas também gosto, mas só para ganhar velocidade e fazer numa curva repentina.
O lado de fora de uma curva é sensual, o lado de dentro é aconchegante.
O toque aveludado da curva da teta ou bunda feminina.
As curvas ásperas das pedras.
A curva da bola, chutada.
A alegria de criança na curva do balanço.
 Algumas curvas não curto muito:
Pra dar um tapa, a mão faz uma curva.
A que completa 360 graus, porque se torna um ciclo vicioso, além de me deixar tonto, fica uma chatice.
E num adeus, a pequena curva da mão num aceno, não tem a menor graça.
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